18 de Junho de 2009

Bom fim de semana!

Ei, psiu!
O fim de semana chegou!!!
Vá passear, tome um solzinho, dê uma volta na quadra,
saia de bicicleta, jogue futebol com seu sobrinho,
dê banho no cachorro se estiver quente...
Dê-se o direito de espreguiçar, de dormir um pouco mais - ou o dia inteiro, se desejar!
Se estiver frio, convide alguém prá um cineminha à tarde,
passeie por uma livraria, xerete os lançamentos, ria sozinho.
Se curtir a solidão, tome um capuccino beeeem cremoso olhando o movimento do shopping...
Paquere. Olhe em volta. Seja visto.
Sente na varanda de casa com seu livro favorito e devore-o inteirinho!
Tome chocolate quente... hummm... sem culpa, por favor!
Enrole-se num cobertor e fique olhando o céu ficar escuro.
Esfriou? Tá sozinho? Sem problemas: veja seu dvd favorito, com uma enorme tigela de pipoca com coca-cola... depois, prá arrematar, coma um sonho de valsa!
Sim, sim... sem arrependimentos!
Quando o domingo à tardinha chegar, não fique lá pensando no tormento da segunda feira... espere que ela chegue - pois invariavelmente chegará - e brinde-a com um sorriso de quem aproveitou cada segundo do fim de semana!
...
Aproveite. A vida é curta. Life is too short...
Bom fim de semana!

11 de Junho de 2009

Lição do dia...



Basta.
Não é preciso dizer mais nada...





10 de Junho de 2009

In vino veritas...



Entre escolhas, parâmetros e comparações, entendo o vinho como um grande companheiro! O vinho ouve, compartilha, aconselha, remete a lembranças - boas e ruins, amargas, doces. Silencia quando necessário, liberta o que está preso na garganta, na alma e no coração.
Faz-se de cúmplice para saber segredos.

Por vezes se faz suave, como que um contraponto às asperezas da vida. Em outras, quebra o gelo das relações. Outras, ainda, instiga às apresentações. O vinho tem um poder certeiro de nos deixar à vontade.
Para alguns, um mistério... uma curiosidade aos que não o conhecem e não o compreendem. Já aos discípulos fiéis de Baco, cada vinho recém descoberto é um novo tópico: discutem-se os taninos, os odores, as idades, os frutados, as pimentas, seu conteúdo, sua intensidade...

Para se apreciar um vinho é preciso estar à vontade: no ambiente, com o momento, com a companhia - ou a sós, porque o vinho, muitas vezes, é parceiro de noites frias e de longas leituras de si mesmo, de conversas entre amigos ou contemplação ao pé do fogo...

O vinho traz muitas sensações: torpor, rubores, um certo asco pela aspereza da uva, a delícia da descoberta do vinho certo... ao mesmo tempo, exige uma entrega: não se pode experimentar um vinho como se fosse água. O vinho não permite essa simplicidade.

O vinho exige paciência. Exige atenção. Paladar e olfato apurados. É egoísta.
No vinho está a verdade...

Poucos entendem que o grande prazer do vinho está em saboreá-lo sem pressa, desfrutá-lo aos poucos, como se fosse a intimidade dos amantes: no início uma certa timidez e dia a dia conquistando sua confiança, descobrindo os seus prazeres escondidos, ouvindo seus pedidos, atendendo suas exigências...



7 de Junho de 2009

A primeira

Quando eu era uma menina, acreditava em fadas dos dentes, gênios de lâmpadas, saci-pererê e bruxa malvada. Acreditava que, se pedisse com bastante vontade, as coisas aconteceriam, mesmo que demorassem... Acreditava que se fechasse os olhos de novo depois de olhar em volta e acercar-me de estar em casa, o pesadelo não voltaria. Seriamos apenas nós, eu e meus sonhos.
Cresci. Adolesci - se é que isso existe. Adultei... (??) Virei mulher e percebi que fechar os olhos de novo pode trazer o pesadelo de volta. Que fada é coisa da Xuxa, gênio da lâmpada só se for o vizinho bacana que troca a lâmpada do corredor prá quebrar o galho da vizinhança...
Saci-pererê? Só o do Inter.
Bruxas malvadas... bem, essas são realidade, sim. Ninguém consegue tirar isso da minha cabeça. Convivi com uma, por quase 5 anos. Diariamente. Diuturnamente. Das 9 às 6, com uma hora de intervalo para almoço. Credo! Isso marcou minha vida profissional de um modo que você nem pode cogitar.
O impressionante disso é que ela deixou coisas boas em mim. Sim!! É possível uma bruxa malvada deixar algo de bom na sua vida!! Quer um exemplo? Fácil: aprendi com ela, por exemplo, "como não tratar as pessoas".
Sim, porque tratar o ser humano é difícil, complexo. Um mistério!
E não é que a bruxa malvada ensinou-me o caminho das pedras?
Ora... o ser humano é carente por natureza. Trate-o bem e será tratado bem. Trate-o mal e veja o resultado... o sorriso, por exemplo: abre portas, descobre caminhos, desata nós. Uma palavra mais doce, um tom de voz mais baixo e pronto, lá se vai a defensiva...
A bruxa malvada - que não tinha nariz feio, nem verruga, nem chapéu pontudo - não conseguia ser gentil com as pessoas. Nem com os próprios colegas.
Talvez fosse defesa. O que me ocorre, agora, depois desse tempo todo, é isso. Tá, você vai dizer - condescendente... Mas é só o que me ocorre, de verdade. Todos passamos por problemas, por dores e amores, por dias azuis e outros cinzentos... o que não justifica rompantes, crises de estupidez, mesquinharias.
Feliz ou infelizmente a bruxa malvada saiu da minha vida há alguns meses. Senti a diferença quase que imediatamente. Os corredores parecem mais limpos, as paredes, mais brancas... as janelas - ora, as janelas! - estão transparentes, deixam a luz do sol entrar!! O clima é ameno, como se fosse um outono que não chegou direito, sabe? As pessoas estão mais leves, parece... tudo flui, como deve ser. E isso é bom. Faz bem a mim e ao outro também...
Não sei bem o que quero dizer com isso. Você, aí, que lê, dê a interpretação que bem entender. Só me ocorre que faz bem escrever, colocar o que me acorda de madrugada como se fosse um martelo: "escreva, escreva, escreva..."
Não sou profissional da escrita. Gosto, apenas, de estar aqui no teclado, inventando, conjugando verbos, tecendo idéias, talvez falando de algo que nem eu saiba...
O bom de crônica é isso. Você pode inventar verbos novos, novas conjugações, novos advérbios. Até usá-los com acentuação da gramática antiga, que ninguém ousará criticar. Afinal de contas, a criação é sua, é obra sua. É coisa da sua cabeça.